De acordo com a consultoria Bain & Company, a Taurus é uma das companhias abertas brasileiras que apresentam consistência na combinação entre expansão dos negócios e lucratividade. A consultoria avaliou os resultados de 200 empresas listadas na Bovespa, no período entre 1997 e 2007. Além da Taurus, outras 27 empresas brasileiras também foram consideradas como Criadoras de Valor Consistente (CVC). No entendimento da consultoria, a Taurus é uma das empresas que conseguiram, no período, de fato, agregar valor ao seu negócio e, portanto, aos acionistas.
Isto significa que a Taurus demonstrou durante este intervalo (10 anos) apresentar lucratividade superior ao custo médio de capital, considerado 12 % ao ano na pesquisa. Ou seja, a Companhia conseguiu fazer com que sua atividade fosse mais vantajosa do que a simples aplicação do dinheiro no sistema financeiro tradicional.
A pesquisa considerou empresas que tiveram no período faturamento anual superior a US$ 100 mm e que apresentaram crescimento real de receita e lucro de, no mínimo, 5,5% ao ano.
Além de números, a Bain também leva em conta a estratégia do melhor posicionamento dos negócios das companhias que agregam valor de forma consistente. Por meio de análises das informações disponíveis na CVM, a consultoria busca descobrir se a empresa está focada na sua atividade central e, só depois de amadurecer essa atuação, ela partiu para expansão de mercados ou de produtos. Poucas empresas analisadas, do Brasil e dos países integrantes do G7, conseguiram fazer isto nos 10 anos pesquisados.
A Bain sugere que as empresas, para continuarem criando Valor Consistente na atual conjuntura, aumentem suas margens para agregar valor ao negócio e cobrir o custo de oportunidade do dinheiro. As companhias devem, ainda, gerenciar três questões fundamentais: (i) administrar bem os ativos e passivos evitando captar dinheiro quando o custo está maior; (ii) gerenciar os custos e despesas, de forma a manter uma boa margem operacional e, (iii) aproveitar as folgas de caixa para, através de aquisições, crescer sem ser organicamente.
Empresas CVC – 1997 a 2007: AmBev, Aracruz, Bradesco, Celp, Cemig, Coelce, Congas, CSN, Duratex, Embraer, Ferbasa, Forjas Taurus, Fosfértil, Gerdau, Guararapes, Itaú, Mangels, Marcopolo, Metal Leve, Perdigão, Petrobrás, Randon, Sadia, Unibanco, Unipar, Usiminas, Vale e Votorantin Papel e Celulose.
Resumo da matéria publicada no Valor Econômico em 19-02-09

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